ReduÇÃo na reposiÇÃo hormonal reflete em queda da incidÊncia do CÂncer de Mama.
Estudo publicado na edição de 19 de abril do The New England Journal of Medicine concluiu que a queda acentuada na incidência do câncer de mama nos Estados Unidos em 2003, acompanhada por uma estabilização em um nível mais baixo em 2004, está intimamente associada com a redução da terapia de reposição hormonal entre as mulheres na menopausa.
O estudo demonstrou que a incidência do câncer de mama em mulheres norte-americanas apresentou uma redução de 6,7% em 2003 quando comparada com o ano anterior. Registros de 2004 mostraram um nivelamento com 2003, porém com uma pequena queda adicional. A redução na incidência foi evidente apenas em mulheres com 50 anos ou mais e se apresentou mais marcante nos cânceres de mama receptores de estrogênio positivos.
Os pesquisadores estudaram diversas variáveis que poderiam estar relacionadas com o declínio. Eles procuraram por falhas nos próprios registros, alterações em fatores reprodutivos, no rastreamento da doença com a mamografia, na exposição a fatores ambientais, na dieta e no uso da terapia de reposição hormonal. Apenas o uso da terapia de reposição hormonal mudou substancialmente, com a quantidade total de prescrições diminuindo ao longo do tempo, especialmente em 2003.
| Ano | 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 |
| Prescrições | 62 milhões | 61 milhões | 47 milhões | 24 milhões | 21 milhões | 18 milhões |
A redução na terapia de reposição hormonal pode ter causado o declínio na incidência do câncer de mama por efeitos hormonais, que agem diretamente no crescimento de neoplasias ocultas na mama, predominantemente em tumores receptores de estrogênio positivos.
A rápida mudança sugere que esses cânceres ocultos pararam de progredir, ou até mesmo regridem, após a interrupção da terapia.
A pesquisa foi liderada pelo médico Peter Ravdin, do Anderson Cancer Center, e incluiu pesquisadores do National Cancer Institute e do Los Angeles Biomedical Research Institute at Harbor da UCLA Medical Center (LA Biomed).
Fonte: NEJM, Abril, 2007.
Fonte: Revista Pesquisa Médica